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Mostrando postagens com o rótulo Literatura norte-americana

O mapa não é o território

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Uma das cenas mais curiosas de Infinite Jest  acontece em um campo de tênis. Um grupo de estudantes da academia Enfield joga um jogo chamado Eschaton. O campo é transformado em um mapa do mundo desenhado no chão. Cada jogador representa uma potência nuclear. Bolas de tênis são usadas como mísseis. Há regras complexas, cálculos, tratados, escalas de destruição. É um jogo meticuloso. Quase científico. Até que uma coisa simples acontece. Um dos jogadores esquece uma regra fundamental: o mapa não é o território. A frase, que vem da teoria semântica de Alfred Korzybski, significa algo muito simples e muito profundo ao mesmo tempo: qualquer representação da realidade — um mapa, um modelo, uma teoria — é apenas uma aproximação. Nunca é a própria realidade. No jogo Eschaton, os jogadores deveriam sempre lembrar disso. O mapa desenhado no chão representa o mundo, mas não é o mundo. Por isso, quando um ataque acontece em um ponto do mapa, os jogadores não devem reagir fisicamente como ...

Ser uma xícara transbordante

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    “Nunca ficamos de fora de nada. Somos xícaras, sendo silenciosa e constantemente preenchidas. O truque é saber como nos inclinar e deixar as coisas bonitas saírem.”   — Ray Bradbury

Leitura, escrita e narrativa

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    “Sempre que me perguntam que conselho eu tenho para jovens escritores, eu sempre digo que a primeira coisa é ler, e ler muito. A segunda coisa é escrever. E a terceira coisa, que eu acho absolutamente vital, é contar histórias e ouvir atentamente as histórias que estão sendo contadas para você.”   — John Green

A Trama do Casamento – Jeffrey Eugenides

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  Jeffrey Eugenides, autor de A Trama do Casamento, é conhecido por sua capacidade de explorar os meandros da condição humana através de narrativas densas e personagens profundamente complexos. Em seu processo de escrita, Eugenides mergulha em temas como amor, identidade e o peso do conhecimento acadêmico, criando um romance que é ao mesmo tempo uma homenagem aos grandes romances do século XIX e uma crítica afiada às expectativas modernas. Neste post, vou explorar algumas das reflexões de Eugenides sobre o ato de escrever, acompanhadas de comentários breves que oferecem uma visão pessoal sobre como esses insights se manifestam em sua obra. “As pessoas não salvam outras pessoas de si mesmas. Se elas querem se matar, elas fazem isso. Não é porque você não disse a coisa certa ou porque não as amou o suficiente.” Eugenides destaca aqui uma das verdades mais cruéis da vida humana, algo que ele explora profundamente em The Marriage Plot. No processo de escrita, ele parece ter se concentr...

A metáfora de Jonathan Safran Foer sobre escrita

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  “Escrever é como arrancar os dentes pela própria uretra.”    - Jonathan Safran Foer.

Aprenda a escrever com Margaret Atwood: supere o fracasso na escrita

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  “Você se torna um escritor escrevendo. Não há outra maneira. Então faça. Faça mais. Faça de novo. Faça melhor. Fracasse. Fracasse melhor.”    - Margaret Atwood.

Kurt Vonnegut: meditação por meio da leitura e escrita

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“Acredito que ler e escrever são as formas mais nutritivas de meditação que alguém já encontrou. Ao ler os escritos das mentes mais interessantes da história, meditamos com nossas próprias mentes e com as deles também. Isso para mim é um milagre.” - Kurt Vonnegut.

Stephen King e a liberdade da escrita criativa

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  “Então, tudo bem — aí está você no seu quarto com a persiana abaixada, a porta fechada e o plugue retirado da base do telefone. Você explodiu sua TV e se comprometeu a escrever mil palavras por dia, aconteça o que acontecer. Agora vem a grande questão: sobre o que você vai escrever? E a resposta igualmente grande: qualquer coisa que você queira muito.” ― Stephen King.

Nicole Krauss e a busca pela simetria

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  Parte do trabalho de escrever um romance é descobrir essas simetrias ou conexões que o tornam inteiro, o que pode não se revelar a princípio. Tenho um senso muito forte de arquitetura em meus romances. Mas, sim, a princípio às vezes é como construir uma maçaneta antes de ter uma porta, e uma porta antes de ter um cômodo. Nicole Krauss em  entrevista com Tara Jefferson

Ser escritor: um caminho solitário de persistência e dúvida

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    “Ser escritor é um trabalho estranho. Não é como ser encanador: você não pode parar. Você nunca sabe se está certo, se está melhorando ou se alguém vai se interessar. Você tem que confiar na sua própria percepção para saber se está indo a algum lugar ou apenas se repetindo. Não há nada que você possa fazer, exceto continuar.” — Paul Auster

A Arte do Jogo, de Chad Harbach

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  Essa é a sensação que   A Arte do Jogo   nos dá. Henry Skrimshander, um jovem craque do beisebol, parece estar destinado ao sucesso. Mas a perfeição física e mental que o define começa a desmoronar depois de um único erro no campo. E aí Harbach nos pergunta: o que acontece quando o que sempre funcionou simplesmente para de funcionar? O braço de Henry, antes infalível, vira uma metáfora clara. Não só para a fragilidade física, mas para o que significa ser humano. É como se todos nós, em algum momento, fôssemos indestrutíveis, até que a vida nos prova o contrário. E, de certa forma, é aqui que o livro brilha — nos mostra que falhar faz parte do processo. Que aceitar nossas vulnerabilidades nos ajuda a crescer. O braço de Henry, com toda a sua glória e decadência, nos força a refletir sobre como lidamos com as expectativas (nossas e dos outros) e sobre como nos levantamos quando falhamos. Outro ponto que se destaca é a relação entre Mike Schwartz e seu pai. Não é só uma re...

If this isn’t nice, what is?: Humanismo empatia segundo Kurt Vonnegut

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  Kurt Vonnegut sempre pareceu mais interessado no calor humano do que no espetáculo da genialidade, como se fosse possível encontrar mais sentido numa conversa casual com um vizinho do que na mais acalorada das conferências. If This Isn’t Nice, What Is? é a sua celebração da bondade que, apesar de tudo, ele acreditava existir nas pessoas. Essa crença, um tanto ingênua aos olhos cínicos, era para ele quase uma missão. Ao longo dos discursos reunidos nesse livro, Vonnegut constrói um mosaico que, peça por peça, devolve a nossa confiança na empatia. A frase “é preciso se cuidar um do outro” não surge como uma ordem moral, mas como um caminho para encontrarmos, no outro, as respostas que não conseguimos achar sozinhos. Nas palavras dele, essa busca pela empatia é a verdadeira jornada heroica, a única capaz de nos salvar de uma sociedade cada vez mais despersonalizada, onde o valor das coisas supera o valor das pessoas. O humanismo de Vonnegut aparece, então, sem alarde, quase como um ...