The Mountain Goats como manual anti-autoajuda
A autoajuda tradicional costuma prometer uma coisa muito específica: conserto. Ela diz que existe um método. Um hábito. Uma rotina matinal. Um aplicativo. Uma planilha. Uma versão melhor de você esperando do outro lado da disciplina. A autoajuda gosta dessa imagem: você, finalmente organizado, bebendo água, acordando cedo, meditando, fazendo cardio, respondendo e-mails com serenidade, aceitando o passado, perdoando seus pais, superando o ex, arrumando a casa, investindo melhor, respirando fundo e sendo, enfim, funcional. The Mountain Goats não promete nada disso. E talvez seja exatamente por isso que ajude. A banda de John Darnielle não parece interessada em transformar você na sua melhor versão. Ela parece mais interessada em sentar ao seu lado enquanto você ainda é uma das suas piores versões — e não ir embora. Isso é muito diferente. Porque há momentos da vida em que a última coisa que precisamos é de alguém dizendo: “você consegue.” Às vezes, “você consegue” soa quase o...